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Escritor luzilandense parabeniza Luzilândia pelos 136 anos de emancipação política

Hoje é dia de celebrar minha terra natal, minha querida e amada Luzilândia, cidade Rainha do Piauí. São 136 anos de história repousando serenamente às margens do majestoso Rio Parnaíba, guardando em suas paisagens, em suas ruas e em sua gente as marcas mais profundas da nossa própria história.


Foi ali, na residência de meus pais, Militino e Maria Irene, situada na Rua do Grupo, esquina com a via hoje denominada Adolfo Vieira, que nasci, que dei meus primeiros passos na vida e onde aprendi, ainda muito cedo, a reconhecer a beleza nas pequenas coisas.


Recordo-me do sopro manso da brisa que vem ao entardecer, das tardes em que me reunia com toda a garotada da rua para jogar bola no meio da via, ainda sem pavimentação. Empinávamos papagaios no largo conhecido como Praça São Francisco ou nos acomodávamos nas calçadas para disputar animadas partidas de futebol de botão ou jogos de damas. À noite, vinham as conversas simples que ecoavam nas portas das casas, embaladas pelo afeto silencioso que sempre uniu a gente dessa terra.


Assim era Luzilândia, esse lugar encantador onde as lembranças florescem com ternura e onde cada rua, cada praça e cada pedaço de céu visto do patamar guardam fragmentos vivos da nossa memória. Celebrar esta data é, acima de tudo, celebrar as raízes que nos formaram e o amor profundo por esta terra generosa, que permanece para sempre viva no coração de seus filhos.


Segue firme, com o brilho da tua luz, meu amado pedacinho de chão! Celebrar o teu aniversário é, de certo modo, celebrar também a minha própria história, os caminhos percorridos, o crescimento vivido e o amor profundo por este lugar que, acima de tudo, sempre será meu lar aqui no planeta Terra.


Lembro com ternura e saudade da Escolinha Santa Terezinha, sob os cuidados atentos das professoras Marilene e Ondina de Figueiredo Mello, onde iniciei o primeiro ano A e B do antigo curso primário. Guardo também a memória das queridas professoras Mundica Pimentel, Cleonice Teles, Amparo Pinto, Francisca Copada e tantas outras que, com paciência e dedicação, ajudaram a moldar os primeiros aprendizados de nossas vidas.


Não posso esquecer, igualmente, do Ginásio Luzilandense, espaço de descobertas, amizades e formação, que também deixou marcas profundas em nossa trajetória estudantil, mantendo vivo o espírito de aprendizado e convivência que sempre caracterizou a educação em nossa cidade.


Essas lembranças, feitas de risos, vozes e pequenas aventuras, são fragmentos vivos da Luzilândia de ontem, que ainda hoje brilham em minha memória, mantendo vivo o laço profundo que une meu coração a esta terra generosa.


Hoje, Luzilândia, celebras teus 136 anos de existência, e não posso deixar de admirar o quanto te desenvolveste ao longo do tempo. Vejo em ti, sobretudo, um legado tecido por gerações: histórias de vida, memórias preservadas pelo tempo e o afeto sincero de um povo que construiu, com simplicidade e grandeza, a alma desta terra.


Mesmo residindo hoje em outros rincões, continuo profundamente ligado a ti, minha amada cidade, por um fio sentimental invisível que nos prende de maneira sutil, mas indestrutível, do qual não consigo — e nem desejo — me desprender. O laço que nos une é tão forte e profundo, semelhante ao “fio de prata” que liga o espírito ao corpo físico, mencionado em A Gênese, na Bíblia. Assim também me sinto conectado a ti: por um vínculo silencioso, porém eterno, que atravessa o tempo e a distância.


Tu és cidade-luz, encantadora por tua própria natureza. Recebe, pois, deste teu filho, os mais sinceros votos de um futuro cada vez mais próspero e brilhante.


Parabéns, Luzilândia!


Emerson Meneses Pires de Moura

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